| A evolução do Direito Fiscal |
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| 18 Agosto 2010 | |||
A responsável pela área de Tax and Legal da consultora Michael Page faz uma leitura do sector: Nos últimos dois anos, tem-se verificado um efeito de compensação
bastante interessante no mercado de recrutamento e selecção na área
jurídica e fiscal.
Se algumas áreas foram particularmente afectadas pela conjuntura económica, como o Corporate, Merger & Acquisitions, Direito Bancário, Financeiro e Mercado de Capitais, tem-se verificado, por outro lado, um acréscimo de necessidades em áreas como o Contencioso, Direito Fiscal, Direito Laboral e Insolvências. O Direito Fiscal, apresentando-se como uma necessidade sempre premente, continua a ser uma área de forte aposta de Sociedades de Advogados e Departamentos Financeiros de Empresas. Com a publicação do novo Código dos Contratos Públicos e perspectivas de investimentos públicos, também os especialistas destas áreas têm sido bastante requisitados para novos projectos profissionais. A experiência em Direito Laboral no regime da função pública, embora escassa entre os profissionais de Direito, será seguramente uma área de clara aposta para quem se encontra na indefinição quanto à área de especialização a escolher. Mais do que a inserção no mercado de trabalho dos recém-licenciados, a crise tem dificultado a inserção de recém-agregados à Ordem dos Advogados. Muitos são os advogados estagiários que continuam a ter estágios não remunerados e, aqueles que conseguem ingressar em Sociedades de grande dimensão, têm sido forçados a abandonar este projecto, no final do estágio, pelo facto destas estruturas não terem capacidade para incorporá-los como advogados. No universo das Sociedades de Advogados, o mercado nacional tem sofrido alterações com a criação de novas sucursais de sociedades internacionais em Portugal, nomeadamente espanholas e angolanas. Por outro lado, assistimos também à desagregação de algumas equipas de advogados que deram origem a novas Sociedades. Este é um sinal positivo que tem contribuído para a mobilidade profissional no mercado jurídico. No que diz respeito às empresas, temos assistido a uma inversão da tendência que até aqui passava por externalizar os serviços jurídicos para parceiros externos. Os processos de recrutamento da Michael Page Tax & Legal, em 2010, são sintomáticos de uma aposta cada vez mais forte na criação de equipas jurídicas internas. Assistimos igualmente a uma descentralização de departamentos jurídicos sediados em Espanha que passam a ter presença física em Portugal. Existe, de facto, o reconhecimento da vantagem clara em ter profissionais que conhecem bem o enquadramento jurídico português. A divisão de Tax & Legal da Michael Page tem sentido uma crescente profissionalização dos processos de recrutamento de perfis jurídicos em Portugal. Os nossos Clientes têm reconhecido o nosso conceito de especialização que assenta no recrutamento de perfis jurídicos por consultores que desempenharam funções jurídicas e de consultoria fiscal no passado. A selecção de candidatos através de network, referências ou círculo pessoal está a dar lugar a processos de recrutamento mais objectivos, eficazes e isentos. O recurso a empresas de recrutamento especializado deixou de ser concebido como um custo mas passa, ao invés, a ser entendido como um investimento com um retorno efectivo.
Claudia Freire, Divisão Tax & Legal da Michael Page
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A responsável pela área de Tax and Legal da consultora Michael Page faz uma leitura do sector: Nos últimos dois anos, tem-se verificado um efeito de compensação
bastante interessante no mercado de recrutamento e selecção na área
jurídica e fiscal.
