| “Faz todo o sentido criar em Portugal o Tribunal Arbitral da CPLP” |
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| 13 Fevereiro 2012 | |||
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Esta é a convicção de Fernando Tonim, presidente do Instituto de Mediação e Arbitragem Internacional (ILMAI). Em entrevista ao Advocatus, o especialista faz um balanço sobre a atual situação da Arbitragem em Portugal, analisa a importância da nova lei e descortina as atividades mais recentes do instituto que dirige.
1 – Como classifica a atual situação da Arbitragem em Portugal? O que poderia ser feito para impulsionar o recurso a esta prática? A lei da arbitragem voluntária (LAV), Lei n.º 31/86, de 29 de agosto representou, à data, ou seja, há 25 anos, um enorme progresso na ordem jurídica portuguesa, já que passou a dispor de um regime da arbitragem voluntária moderno, em geral alinhado com as tendências que se manifestavam nos principais sistemas estrangeiros. Era um regime favorável à arbitragem, que teve em conta a especificidade da arbitragem comercial internacional. No entanto, também atendeu, de certo modo, à falta de uma cultura arbitral no nosso país.
A aposta na arbitragem é uma exigência da ‘troika'. O Governo tinha de aprovar uma lei até ao final de 2011, para entrar em vigor em 2012, o que acabou por acontecer com a publicação da nova lei da arbitragem voluntária (NLAV), aprovada pela Lei n.º 63/2011, de 14 de dezembro.
Neste encontro foram debatidas formas de apoio aos países africanos de língua portuguesa, sobretudo visando incentivar a mediação e arbitragem de conflitos naqueles países. Foi proposta a assinatura de um protocolo de cooperação institucional com a Escola Superior de Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil.
As empresas valorizam a resolução extrajudicial de conflitos porque encontram ali uma ferramenta célere, ágil, segura e discreta, ou seja, um serviço que os tribunais comuns não oferecem. Hoje não há nenhum contrato internacional que não preveja uma cláusula arbitral. É evidente, portanto, que o futuro sucesso da nossa economia passa claramente pela implementação dos meios alternativos.
A nova lei da arbitragem prevê que a mesma é aplicável a todas as arbitragens que tenham lugar em território português, bem como ao reconhecimento e à execução em Portugal de sentenças proferidas em arbitragens localizadas no estrangeiro.
De 24 a 26 de maio, em Angola, o ILMAI irá participará no II Congresso da UALP – União dos Advogados de Língua Portuguesa, onde será debatido a arbitragem como fator preponderante na resolução extrajudicial de conflitos. Fonte: Advocatus
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